domingo, 27 de maio de 2012

REVISÃO NA FORMA DE VALIDAR UMA PRODUÇÃO TEXTUAL....

Em Educação, estamos sempre revendo nossas práticas. Agora o MEC promove alteração na forma de avaliar as redações no ENEM.
Confira!



Redação passa por mudanças na avaliação e correção
O Enem de 2012 virá com mudanças e mais rigor na correção
(Foto: Arquivo Infonet)
O Enem de 2012 virá com mudanças e mais rigor na correção da redação. A partir deste ano, o texto produzido pelos candidatos será corrigido por dois corretores de forma independente e haverá cinco itens de objetividade sendo avaliados. Caso haja diferença maior que 20% na nota final entre esses dois corretores, a redação será lida por um terceiro corretor.
E se, ainda assim, a discrepância persistir, ou seja, a diferença entre as três notas for superior a 200 pontos, a dissertação passará para uma banca examinadora de excelência, composta por três professores avaliadores e que darão então a nota final ao participante. No Enem de 2011, a discrepância entre as notas finais dos corretores podia ser maior, chegando a até 300 pontos, e havia dois corretores.
“Mudamos substancialmente o sistema de avaliação da redação para que haja maior objetividade e segurança aos estudantes. É uma avaliação com muito mais rigor para que tenhamos uma avaliação justa”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, 25, no auditório do edifício-sede do Ministério da Educação. Segundo ele, para aprimorar a correção da redação haverá um aumento de 40% no número de avaliadores.
Também é novidade na redação a divisão da nota em cinco itens de competência: domínio da língua portuguesa, compreensão do tema proposto, capacidade de selecionar e organizar ideias, demonstração de conhecimento sobre o tema e apresentação de solução para a proposta dissertativa. Cada um dos corretores deverá atribuir nota de zero a 200 pontos para cada uma dessas competências. Havendo discrepância maior que 80 pontos em cada uma, o terceiro corretor avaliará e atribuirá notas segundo o mesmo critério.
Por exemplo, a nota do primeiro corretor é de 640 pontos e a do segundo, 480. A priori, a diferença é inferior a 200 pontos e a nota final da redação desse candidato seria a média aritmética das suas notas. Mas, se na competência 1 a nota de um corretor tiver sido 160 e o do outro, 40, a redação será encaminhada para o terceiro corretor. Se a nota dele, nessa competência, se aproximar da de um dos dois corretores anteriores – por exemplo, nota 120 –, não haverá necessidade da banca examinadora. A nota mais baixa na competência com dispersão será eliminada. A nota final da redação será a média aritmética das duas notas mais próximas.
Em julho, um guia será enviado aos candidatos inscritos no Enem 2012, com explicações sobre as novas regras de correção da redação. “Esse manual, que estará disponível no portal do MEC, trará exemplos concretos, com textos, do que será cobrado em cada competência. E também trará exemplos de redação de excelência”, disse o ministro Aloizio Mercadante. O estudante terá nota zero se o texto fugir do tema proposto, apresentar estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo ou tiver sete linhas ou menos.
Fonte: MEC

quinta-feira, 17 de maio de 2012

INCLUSÃO PARA OS ITINERANTES



MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 3, DE 16 DE MAIO DE 2012
Define diretrizes para o atendimento de educação escolar para populações em situação de itinerância.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e de conformidade com o disposto na alínea "c" do § 1º do art. 9º da Lei nº 4.024/61, com a redação dada pela Lei nº 9.131/95, e com fundamento no Parecer CNE/CEB nº 14/2011, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 10 de maio de 2012,
Considerando o que dispõe a Constituição Federal de 1988; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96); o Plano Nacional de Direitos Humanos de 2006; o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90); a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho sobre Povos Indígenas e Tribais, promulgada no Brasil, por meio do Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004; o Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002) e a Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 99.710, de 21 de novembro de 1990, resolve:
Art. 1º As crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância deverão ter garantido o direito à matrícula em escola pública, gratuita, com qualidade social e que garanta a liberdade de consciência e de crença.
Parágrafo único. São considerados crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância aquelas pertencentes a grupos sociais que vivem em tal condição por motivos culturais, políticos, econômicos, de saúde, tais como ciganos, indígenas, povos nômades, trabalhadores itinerantes, acampados, circenses, artistas e/ou trabalhadores de parques de diversão, de teatro mambembe, dentre outros.
Art. 2º Visando à garantia dos direitos socioeducacionais de crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância os sistemas de ensino deverão adequar-se às particularidades desses estudantes.
Art. 3º Os sistemas de ensino, por meio de seus estabelecimentos públicos ou privados de Educação Básica deverão assegurar a matrícula de estudante em situação de itinerância sem a imposição de qualquer forma de embaraço, preconceito e/ou qualquer forma de discriminação, pois se trata de direito fundamental, mediante autodeclaração ou declaração do responsável.
§ 1º No caso de matrícula de jovens e adultos, poderá ser usada a autodeclaração.
§ 2º A instituição de educação que receber matrícula de estudante em situação de itinerância deverá comunicar o fato à Secretaria de Educação ou a seu órgão regional imediato.
Art. 4º Caso o estudante itinerante não disponha, no ato da matrícula, de certificado, memorial e/ou relatório da instituição de educação anterior, este deverá ser inserido no grupamento correspondente aos seus pares de idade, mediante diagnóstico de suas necessidades de aprendizagem, realizado pela instituição de ensino que o recebe.
§ 1º A instituição de educação deverá desenvolver estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades de aprendizagem.
§ 2º A instituição de ensino deverá realizar avaliação diagnóstica do desenvolvimento e da aprendizagem desse estudante, mediante acompanhamento e supervisão adequados às suas necessidades de aprendizagem.
§ 3º A instituição de educação deverá oferecer atividades complementares para assegurar as condições necessárias e suficientes para a aprendizagem dessas crianças, adolescentes e jovens.
Art. 5º Os cursos destinados à formação inicial e continuada de professores deverão proporcionar aos docentes o conhecimento de estratégias pedagógicas, materiais didáticos e de apoio pedagógico, bem como procedimentos de avaliação que considerem a realidade cultural, social e profissional do estudante itinerante como parte do cumprimento do direito à educação.
Art. 6º O poder público, no processo de expedição do alvará de funcionamento de empreendimentos de diversão itinerante, deverá exigir documentação comprobatória de matrícula das crianças, adolescentes e jovens cujos pais ou responsáveis trabalhem em tais empreendimentos.
Art. 7º Os Conselhos Tutelares existentes na região, deverão acompanhar a vida do estudante itinerante no que se refere ao respeito, proteção e promoção dos seus direitos sociais, sobretudo ao direito humano à educação.
Art. 8º Os Conselhos da Criança e do Adolescente deverão acompanhar o percurso escolar do estudante itinerante, buscando garantir-lhe políticas de atendimento.
Art. 9º O Ministério da Educação deverá criar programas, ações e orientações especiais destinados à escolarização de pessoas, sobretudo crianças, adolescentes e jovens que vivem em situação de itinerância.
§ 1º Os programas e ações socioeducativas destinados a estudantes itinerantes deverão ser elaborados e implementados com a participação dos atores sociais diretamente interessados (responsáveis pelos estudantes, os próprios estudantes, dentre outros), visando o respeito às particularidades socioculturais, políticas e econômicas dos referidos atores sociais.
§ 2º O atendimento socioeducacional ofertado pelas escolas e programas educacionais deverá garantir o respeito às particularidades culturais, regionais, religiosas, étnicas e raciais dos estudantes em situação de itinerância, bem como o tratamento pedagógico, ético e não discriminatório, na forma da lei.
Art. 10 Os sistemas de ensino deverão orientar as escolas quanto à sua obrigação de garantir não só a matrícula, mas, também, a permanência e, quando for o caso, a conclusão dos estudos aos estudantes em situação de itinerância, bem como a elaboração e disponibilização do respectivo memorial.
Art. 11 Os sistemas de ensino, por meio de seus diferentes órgãos, deverão definir normas complementares para o ingresso, permanência e conclusão de estudos de crianças, adolescentes e jovens em situação de itinerância, com base na presente resolução.
Art. 12 Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.
FRANCISCO APARECIDO CORDÃO
(DOU nº 95 quinta-feira 17 de maio de 2012, Seção 1 páginas 14 e 15)
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico o http://www.in.gov.br/autenticidade.html pelo código 00012012051700014

sábado, 21 de abril de 2012

Boa notícia para as equipes técnico-pedagógicas escolares



Comissão aprova presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas

by Edson Machado

Agência Câmara

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (18/4) proposta que assegura atendimento por psicólogos e assistentes sociais a alunos das escolas públicas de educação básica. O texto aprovado é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 3688/00, do ex- deputado José Carlos Elias.
Essa versão do Senado retirou da proposta aprovada anteriormente na Câmara a determinação de que o atendimento psicológico e assistencial deveria ser prestado por psicólogos do Sistema Único de Saúde (SUS) e assistentes sociais dos serviços públicos de assistência social. Pelo texto aprovado, as redes públicas contarão com equipes multidisciplinares próprias, sendo que algumas necessidades específicas de alunos poderão ser tratadas em parceria com o SUS.
O relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), recomendou a aprovação da proposta, por considerar que as equipes multiprofissionais serão capazes de atuar tecnicamente na mediação das relações sociais e institucionais.
O projeto dá um ano, a partir da publicação da lei, para que os sistemas de ensino se adaptem à nova regra.
Tramitação
O substitutivo do Senado ainda será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser incluída na pauta do Plenário.
Leia a íntegra da proposta: PL-3688/2000

quarta-feira, 21 de março de 2012

21 DE MARÇO - DIA ESPECIAL

FONTE: Jornal do Brasil


Ciência e Tecnologia

Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado nesta quarta-feira

Jornal do BrasilCarlos Caroni
Diversas ações educativas são realizadas em todo o Brasil nesta quarta-feira (21), em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais no par 21. Atualmente, a data ganha boa notícia – com os avanços da medicina, a expectativa de vida dos portadores da modificação genética subiu de cerca de 15 anos, em 1947, para 70. Os dados são da Santa Casa de São Paulo.
No Congresso, o tema será abordado durante todo o dia. Segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), o número de casos no país supera os 300 mil. A Síndrome de Down pode atingir um entre 800 ou 1000 recém-nascidos. A variação deve-se ao fato de a incidência do distúrbio aumentar em filhos de mulheres mais velhas.
Segundo Juan Llerena, médico geneticista do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 60% dos casos ocorrem em mães com mais de 35 anos. “Emjovens, a probabilidade é de um bebê com down para cada 1752 partos. Aos 40, o risco sobe de um para 80”, exemplifica o médico.
O transtorno pode ser detectado já nos exames pré-natais e confirmado através de avaliações laboratoriais após o parto. Estes procedimentos indicam ainda a severidade do distúrbio e a possibilidade de o casal ter outra criança com a síndrome.
Reação dos pais
Ainda hoje, apesar das campanhas de esclarecimento e de desmistificação da Síndrome de Down, muitos pais ainda se sentem inseguros ao receber a notícia de que os filhos têm o transtorno. É o que relata a psicóloga Ceci Cunha, do Serviço de psicologia médica do Instituto Fernandes Figueira.
“Os pais tendem a idealizar uma imagem de seus filhos e qualquer criança que saia deste padrão esperado os choca. Muitos se questionam o porquê, se sentem culpados por ter desejado ou não a gravidez e querem saber o que teriam feito de errado. Têm medo de que o mesmo possa ocorrer em uma futura gravidez. Então nós conversamos, tentamos compreender o que a criança representa na vida deles e iniciamos um trabalho de apoio. É um longo processo, mas com o tempo eles costumam aceitar melhor”, conta.
Características
Indivíduos com Síndrome de Down podem apresentar algumas ou todas as características ligadas ao distúrbio. Entre elas estão o comprometimento intelectual, dificuldades motoras e na articulação da fala, rosto arredondado, mãos e orelhas pequenas, além de olhos semelhantes aos de orientais. Também estão mais suscetíveis a determinadas doenças. “Cerca de 40% tem doenças cardíacas estruturais, um índice muito maior do que o registrado na população em geral. Também são muito comuns os problemas na glândula da tireóide em mulheres com down", aponta Llerena.
A sexualidade dos portadores do distúrbio não é muito diferente da dos que não a possuem. “A puberdade começa na mesma época que outros pré-adolescentes, o que muda é a probabilidade dos óvulos, por exemplo, amadurecerem”, explica.
Desenvolvimento
As crianças com síndrome de down devem ser submetidas a uma terapia que envolve profissionais de diversas disciplinas - fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia- para superar as dificuldades impostas pelo distúrbio. Quanto à educação, até a fase de alfabetização, deve ser como a de qualquer outra pessoa.
Embora não tenha cura, o avanço na medicina permitiu um grande aumento na expectativa de vida. De 15 anos, em 1947, subiu para 50, em 1989. Hoje, há pessoas que viveram até os 70 anos com o transtorno.
Romário
Estrela da Copa de 1994, Romário começou a carreira como deputado-federal em 2010. Foi visto por muitos com desconfiança, mas sua atuação na fiscalização dos preparativos para a Copa de 2014 e o engajamento na luta pelos direitos das pessoas com deficiência fizeram com que fosse eleito um dos melhores parlamentares do país. Romário é pai da menina Ivy, 6 anos, que têm síndrome de Down.
“Os pais que tem um dom de ter um filho com síndrome de Down podem se considerar pais especiais. Pessoas leigas, como eu era, as veem como anormais. Mas nós somos mais anormais que eles, porque no mundo deles só tem amor e carinho”, disse em discurso no Congresso.
Romário é autor de diversos projetos em defesa das pessoas com necessidades especiais. Entre outras, sugeriu a adoção de campanhas regulares para combater a discriminação e o incentivo às práticas paradesportivas.  Ao conseguir garantir ingressos gratuitos para portadores de deficiência na Copa, chorou: "maior vitória do meu mandato".

EDUCAÇÃO NO CAMPO - PROGRAMA

Educação no campo vai custar R$ 1,8 bilhão

20/03/2012 - 18h45m
De acordo com Aloizio Mercadante, ministro da Educação, o Pronacampo (Programa Nacional de Educação do Campo) custará cerca de R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos.
Durante o lançamento do programa, nesta terça-feira (20), em Brasília (DF), Mercadante afirmou que os primeiros investimentos começam assim que a medida provisória que cria o programa for publicada no Diário Oficial, o que deve acontecer ainda esta semana.
- É muito mais inteligente preservar as cerca de 30 milhões de pessoas no campo do que seguir nessa urbanização acelerada, que muitas vezes prejudica as cidades. 
O montante, segundo Mercadante, será repassado diretamente às escolas, como fiscalização do conselho de pais, alunos e professores.
O governo também deve enviar ao Congresso um projeto de lei que visa coibir o fechamento das escolas rurais. Segundo Mercadante, caso o texto seja aprovado, que alteraria a LDBE (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), vai tirar a autonomia dos prefeitos para fechar escola. De acordo com o projeto, o fechamento só que poderá ser feito com a aprovação do conselho municipal de educação.
A presidente Dilma Rousseff disse que a situação do campo precisa ser prioridade, já que é uma das responsáveis pela boa situação econômica brasileira. Para que as oportunidades no campo sejam semelhantes às das cidades, a presidente reforçou a necessidade de investir na formação dos professores.
- Temos que ter a garantia de que o professor, na situação de um professor de uma escola multiseriada ou não, tem de ter uma qualidade de formação similar ao professor da zona urbana. Isso é estratégico para nosso país. É assim que asseguramos educação de qualidade.
Dilma também falou que melhorar a educação no campo é uma forma de garantir o acesso à terra e a dignidade para se viver nela.
- Nosso papel é assegurar oportunidades apostando no dia de amanhã, mas, sobretudo, apostando que outra geração vai se beneficiar com tudo o que fazemos nessa, mudando a feição do campo brasileiro que será digno de qualidade para se morar e criar os filhos.

Situação no campo
Segundo o Ministério da Educação, no campo, 23,18% da população com mais de 15 anos é analfabeta e 50,95% não concluiu o ensino fundamental. 
Atualmente, 40,7% das escolas brasileiras estão nas áreas rurais ou 76 mil escolas, isso inclui quilombolas, indígenas e escolas em zonas rurais, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). No entanto, apenas 12,48% do total de matrículas da escola básica (6,2 milhões) são nas áreas rurais. Só nos último cinco anos 13.691 escolas no campo foram fechadas.
A taxa de abandono escolar também é maior nas áreas rurais. No ensino fundamental, 4,7% dos alunos de escolas rurais abandonaram a escola em 2010, enquanto nas cidades, esse percentual atingiu 2,9% do total de estudantes. No ensino médio a diferença é menor. Ao todo, 11% dos estudantes das áreas rurais abandonaram os estudos, enquanto 10,2% dos alunos nas áreas urbanas deixaram de estudar.

Professores
A formação de professores também receberá atenção especial, com oferta de aperfeiçoamento para professores do campo e de escolas quilombolas. Além disso, o Pronacampo apoiará a oferta de formação inicial, continuada e pós-graduação para professores, gestores e coordenadores pedagógicos que atuam na educação básica do campo.
Hoje são 342.845 professores no campo, sendo que apenas 182.526 têm curso superior. Para mudar essa realidade o programa vai oferecer  cursos de licenciatura em educação do campo pelas instituições públicas de ensino superior.

Adultos
Para desenvolver a educação de jovens e adultos e a educação profissional e tecnológica, o governo federal pretende expandir a oferta de cursos voltados ao desenvolvimento do campo nos institutos federais. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Campo apoiará a inclusão social dos jovens e trabalhadores do campo. Para isso, serão dedicadas 120 mil bolsas de estudo do Pronatec Campo.
FONTE- O NORTE.

segunda-feira, 19 de março de 2012

EDUCADORES TEÓRICOS OU PRÁTICOS?



                                                                                                              Sonia Véras/2012



Assim como os religiosos que se dividem entre a atividade paroquial ou a comunitária, os educadores também desempenham papéis diferenciados na promoção da humanidade.

Há profissionais da Educação que  trabalham no bastidor, sistematizam propostas que se alinham nas políticas públicas. Apresentam um discurso de cunho epistemológico, fechado, reflexivo e voltado para a fundamentação teórica. Navegam na Filosofia, atravessam a etimologia e a história e se voltam para as ponderações, ancoradas por diferentes abordagens conceituais.

Já os educadores práticos desenvolvem um fazer pedagógico interventivo, de caráter emancipatório, pois propiciam experiências significativas que promovem o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças, jovens e adultos.

Cada um faz a sua escolha. Fazer a transposição didática em diferentes vertentes para atender à diversidade de estilos de aprendizagem é um desafio saboroso. Selecionar os conteúdos para consolidar um currículo com gradação de complexidade é uma tarefa que bem retrata o nosso compromisso com a aquisição de conhecimento humano. Planejar, acompanhar e validar uma ação educativa é um dever do profissional da Educação e um direito do aluno poder contar com a eficácia docente.

Ser mestre na arte da docência  é atuar a partir de 5 eixos norteadores: a fundamentação, a exemplificação, a exercitação, o enriquecimento e a aplicação do conhecimento. É navegar da teoria à prática. Integrando-as e trazendo o aluno à realidade dos fatos sociais, de forma que possa se sentir competente para intervir em seu contexto. Mais do que explicitar conteúdos, atuamos sobre as competências humanas, exacerbando, reforçando e ampliando-as.

Como gosto de estar junto dos aprendizes, optei pela segunda linha de educadores.

E você já fez a sua escolha?

segunda-feira, 12 de março de 2012

AVALIAÇÃO DE RESULTADOS EDUCACIONAIS


 NOTÍCIAS
Programa internacional avalia capacidade de alunos do Brasil
Estudantes de 15 a 16 anos de idade de 902 escolas públicas e particulares, das 27 unidades da Federação, participam de 2 a 31 de maio do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A avaliação compreende provas escritas de leitura, matemática e ciências, e uma parcela dos estudantes responde também a testes eletrônicos de leitura e resolução de problemas matemáticos.

Para representar o país no exame internacional foram selecionadas 902 escolas das áreas urbanas e do campo, de capitais e de cidades do interior, dos 26 estados e do Distrito Federal. Pela regra do Pisa, participam neste ano alunos nascidos em 1996 que estejam cursando do sétimo ao nono ano do ensino fundamental ou de qualquer série do ensino médio. A amostra brasileira terá 25,7 mil estudantes.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que coordena o Pisa no país, estima que a execução do programa custará R$ 2,8 milhões. Os recursos serão aplicados numa série de ações, entre elas, a seleção e treinamento de recursos humanos, infraestrutura de treinamento, digitalização das provas e questionários, armazenamento do material. Na parte de pessoal, por exemplo, o exame envolve 27 coordenadores estaduais, 902 aplicadores (um por escola) e 902 coordenadores indicados pelas unidades participantes, entre outros profissionais da educação.

A cada edição do exame, que é realizado de três em três anos, a ênfase recai sobre uma das áreas do conhecimento avaliadas. Em 2012, será matemática.

Evolução – No período de 2000 a 2009, o Brasil aparece entre as três nações que mais evoluíram no Pisa, segundo boletim da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) divulgado em 2010. Nesse intervalo, a educação básica brasileira evoluiu 33 pontos e foi superada pelo Chile, que cresceu 37 pontos, e por Luxemburgo, com avanço de 38 pontos.

Os dados da Ocde relativos ao Brasil mostram que, em 2000, a média nacional das notas em leitura, matemática e ciências era de 368 pontos; em 2009, a média subiu para 401 pontos. Na tabela geral da Ocde, o Brasil ocupa a 53ª posição. Em 2009, a avaliação foi realizada em 65 países, 34 deles da Ocde. Participaram das provas 470 mil estudantes – sendo 20 mil brasileiros – que, no conjunto, representam a complexa realidade social e econômica dos países.

Fonte: Portal do MEC  Data: 12/03/2012